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Frentes estratégicas — visão geral

Frentes estratégicas são entregas prioritárias que articulam várias camadas + capacidades transversais. Diferente de camadas (técnica) e transversais (horizontais), elas têm objetivo institucional próprio, escopo bem-definido e plano operacional pra virarem realidade.

Pra explicação completa de como elas se relacionam com as outras dimensões, ver Apresentação.

Critério de “ser frente estratégica”

Uma frente vira própria quando atende todos estes critérios:

  1. Articula 3+ camadas ou camadas + transversais (não vive em uma só)
  2. Tem entregável claro com público-alvo institucional definido
  3. Não duplica conteúdo técnico de camada ou capacidade transversal — foca em estratégia + governança + ciclo de vida
  4. Tem dependências e timeline próprios (não é só “rotina contínua”)

Se um tema atende menos de 3 critérios, ele provavelmente pertence a:

  • Uma camada (se é técnico/arquitetural específico)
  • Uma capacidade transversal (se é requisito horizontal)
  • Operações (se é rotina contínua)

As 5 frentes do CPPS — escopo focado

1. Sites e multi-site

Foco: estrutura institucional do sítio como entidade — replicabilidade, governança local, integração inter-sites.

O que NÃO entra (vai pra outras dimensões):

O que entra:

  • Como replicar stack pra novo sítio (Colaboratório expansão)
  • Identidade institucional do sítio (Franca vs SP vs futuras)
  • Governança local + integração coordenada
  • Procedimentos de “abrir novo sítio”

2. Plataforma de Dados

Foco: entrega de plataforma analítica + datalake + ferramentas qualitativas pra pesquisa em humanidades.

O que NÃO entra:

O que entra:

  • Casos de uso pesquisa (CAQDAS, GraphRAG sobre corpus)
  • Fluxos de ingestão e curadoria
  • Política de retenção/LGPD
  • Treinamento pra pesquisador usar
  • Integração com Tutor, Invenio, OJS

3. GPU distribuída

Foco: entrega de GPU como serviço pra pesquisador, com fairness multi-grupo + cross-site.

O que NÃO entra:

O que entra:

  • Modelo de “GPU sharing” pra Lab Multiusuário (cotas, fairness, prioridades)
  • Onboarding pesquisador novo
  • MultiKueue cross-site como entrega
  • Conector futuro Grid Unesp / HPC externo
  • Métricas de uso pra prestação FAPESP

4. Plataforma interna de desenvolvimento (IDP)

Foco: self-service estruturado pra pesquisador onboardar projeto sem operação manual de infra.

O que NÃO entra:

O que entra:

  • Experiência do desenvolvedor/pesquisador (DX)
  • Software templates Backstage
  • Cost attribution OpenCost por projeto/grupo
  • Catálogo de serviços disponíveis
  • Critério de ativação (deferido por enquanto)

5. Aplicações acadêmicas próprias

Foco: estratégia institucional das apps acadêmicas core (Tutor, Invenio, OJS, Superset, Airflow).

O que NÃO entra:

O que entra:

  • Política de retenção de dados acadêmicos (LGPD)
  • Onboarding de novo curso (Tutor) ou revista (OJS)
  • Replicação cross-site pra apps críticas
  • Versão e ciclo de vida (upgrade Tutor v21 → v22)
  • Governança institucional (quem pode publicar, quem revisa)

Validação: nenhuma frente vai duplicar?

Risco real de cada frente:

FrenteRisco de duplicarMitigação
SitesMédio (camadas 0/3/8)Foco em “estrutura institucional do sítio”, não tecnologia
Plataforma de DadosBaixoArticula 5+ camadas, escopo institucional claro
GPU distribuídaMédio (camada 9)Foco em “GPU como serviço”, não em tecnologia individual
IDPMédio (camadas 7/8)Foco em DX e self-service, não em ArgoCD config
Apps acadêmicasAlto (camada 9)Foco em estratégia + governança + LGPD, não em “como Tutor está instalado”

A frente “Apps acadêmicas próprias” é a de maior risco. Pra evitar duplicar com camada 9, ela deve focar só em estratégia institucional + governança + ciclo de vida — não documentar manifests ou configs técnicas.

Como uma frente “morre” ou é absorvida

Frente vira candidata a ser absorvida em outra dimensão quando:

  • Conteúdo vira majoritariamente técnico → vai pra camada
  • Vira política horizontal sem entregáveis específicos → vira capacidade transversal
  • Não tem mais entregas pendentes → vira documentação histórica em outra dimensão

Exemplo hipotético: se “GPU distribuída” virar 100% rotina operacional sem novos entregáveis, deixa de ser frente e vira parte de camada 9 + transversal observability.

Hoje, as 5 frentes têm entregáveis pendentes justificando existência própria.